Fostes para mim, o porto
Onde minha vida ancorava.
Onde em meio às tempestades
Sentia-me segura e amparada.
Fostes a brisa suave
Que meus pensamentos acalmava.
Que tão mansamente
Tranqüilizava minh’alma;
Fostes meu consolo
Quando a lágrima rolava.
Afastando o medo
Que tantas vezes me assolava.
Fostes a alegria incontida
De cada chegada
Que a dor da partida
Suplantava.
Fostes o riso solto
Que de mim transbordava
A cada gesto, a cada olhar,
A cada palavra.
Fostes, por fim, a razão
Para continuar a caminhada.
Hoje sois lembrança viva
Jamais esquecida
Em mim eternizada.
(Mone)

Nenhum comentário:
Postar um comentário